Eu, como queira






Quem: Vevila Rezende

Quando: 10 de Janeiro de 1984

Onde: Brasília

O amor: remains

Faz: Faculdade de Geografia

E-mail: não

Lendo: O Segundo Sexo - vol.2, de Simone de Beauvoir.

Querendo: Uma cueca porta-dólar.

Poetando: Abraham Cowley

Assistindo: Quero Ser John Malkovitch



Passou


Os Famosos

Megeras Magérrimas
Milk Shake
Perturbados
{Frugal}
A Nova Aventura da Blitz
dequejeito?
Utopia Dilucular
Jesus, Me Chicoteia!
Mulé É Um Bicho Burro Mermo!


Os mortais

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Guerra dos Sexos na Idade da Pedra
Assim e Assado
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Os Álbuns Comentados

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Créditos: Agnes, a Louca



Salamandra.[Do gr. salámandra,
pelo lat. salamandra.] S.f.1. Animal anfíbio, da ordem dos urodelos, (Caudata), provido de cauda na fase adulta, com um ou dois pares
de patas, e que, segundo o
ambiente em que vive, pode
apresentar brânquias ou não. A única espécie existente no Brasil é a Bolitoglossa amazonica, na região amazônica. S.m.2. Operário que, nas regiões petrolíferas, penetra nas caldeiras quentes a fim de
consertá-las ou enfrenta os
incêndios dos poços de petróleo
para os apagar.

Verborragia.[De verb(o)- + -rragia.] S.f.1. Deprec. Grande abundância de palavras, mas com poucas idéias,
no falar ou discutir. 2.V. logorréia.
[Sin. ger.: verborréia e verbiagem .]



[30.10.05]



Por que as pessoas que me mandam spam acham que eu deveria ter um pênis maior?

arquitetado por Vivs * 23:29

Rachado em mil raios pelo machado de Xangô:

[26.10.05]

TODA A CANALHICE DOMUNDO X TODO AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA



Pra que eu quero encontrar alguém e me apaixonar, e ficar junto dessa pessoa, fazer planos e acreditar nela?
Pra que, se em algum tempo ela vai, inexoravelmente, me trair, me dar o pé, me desrespeitar, concretizar meus planos com outra pessoa?

Pra que eu vou me casar?
Pra que, se eu sei que o cidadão vai subir ao altar como quem vai pra forca, colocar a aliança no meu dedo com a mão suada e posar pras fotos com aquele sorriso amarelo?

Pra que ficar com alguém, com uma pessoa só, se eu sei que, quando perguntarem de mim, ele vai titubear, enxugar o suor da testa, e falar baixinho: "É, tá lá..."

E pra que permanecer nessa se, depois de alguns anos, ele vai falar "a vaca da minha mulher" pros amigos dele?

Pra que eu quero ficar grávida, parir e amamentar meus filhos, se eu sei que em alguns anos o maridão do sorriso amarelo das fotos vai me trocar por outra, igualzinha a mim quando me casei, só pra ter filhos com ela e dar o pé nela depois?

Pra que eu vou acreditar no amor?
Pra que eu vou acreditar nas pessoas?
Pra que?
Pra que?

Ah... já sei.
Porque é preciso.
Sem fé na vida, não há vida
Estou vendo essa Terra como um planeta doente, onde as pessoas não acreditam em mais nada, não se respeitam e não querem mais do que seus próprios umbigos. Pessoas rasas. Mas acredito num mundo onde as pessoas sejam profundas, com relacionamentos profundos, que mesmo que terminem, sejam um elo de ligação entre pessoas profundas com um passado importante em comum.
É preciso acreditar.
(Mas não precisa ser otário. Em casa de ferreiro - espeto de pau.)

P.S.: Eu sei. Ando muito pensativa sobre o amor, ultimamente. To sabendo.


arquitetado por Vivs * 17:46

Rachado em mil raios pelo machado de Xangô:

[23.10.05]

(SUSPIRO)



"Na terra em que o mar não bate
Não bate o meu coração
O mar onde o céu flutua
Onde morre o sol e a lua
E acaba o caminho do chão...


Nasci numa onda verde
Na espuma me batizei
Vim trazido numa rede
Na areia me enterrarei
Na areia me enterrarei

Ou então nasci na palma
Palha da palma no chão
Tenho a alma de água clara
Meu braço espalhado em praia
Meu braço espalhado em praia
E o mar na palma da mão

No cais, na beira do cais
Senti meu primeiro amor
E num cais que era só cais
Somente mar ao redor
Somente mar ao redor

Mas o mar não é todo mar
Mar que em todo o mundo exista
Ou melhor, é o mar do mundo
De um certo ponto de vista
De onde só se avista o mar
E a Ilha de Itaparica

A Bahia é que é o cais
A praia, a beira, a espuma
E a Bahia só tem uma
Costa clara, litoral
Costa clara, litoral

É por isso que é o azul
Cor de minha devoção
Não qualquer azul, azul
De qualquer céu, qualquer dia
O azul de qualquer poesia
De samba tirado em vão

É o azul que a gente fita
No azul do mar da Bahia
É a cor que lá principia
E que habita em meu coração
E que habita em meu coração
E que habita em meu coração..."

"Beira-Mar", Gilberto Gil


arquitetado por Vivs * 19:50

Rachado em mil raios pelo machado de Xangô:

[19.10.05]

MERGULHO



Quem é exagerado e, muitas vezes, irracional (como eu, no último post), ama e mete as caras. Abre o peito "à força de uma procura". Mergulha. E, muitas vezes, se fode - como vimos.
Apesar de acreditar na força dessa fé, dessa lealdade às relações e ao amor, acredito também que chega uma hora em que devemos ter vergonha na cara. Vergonha na cara é um sentimento que nasce quando, depois de muitos telefonemas preocupados, sinceramente interessados no bem do outro, recebemos um simples torpedo dizendo: "Obrigad@ pela sua atenção, mas não se preocupe comigo. E pare de me procurar.". Ou situações correlatas.

Vergonha na cara é um sentimento que faz subir a sua auto-estima e aumentar a sua fé na vida, quando nada mais importa. Você não precisa fazer muito por ele - ele vem até você. Você passa uma noite inteira chorando, tendo pesadelos, exorcizando os fantasmas, e acorda com um estranhíssimo sentimento de missão cumprida. "Amei, me entreguei, mergulhei, fui feliz e me fodi. Agora, nada disso está nas minhas mãos.". Daí você liga o CD do Gilberto Gil no talo e dança, que nem um maluco, cantando bem alto "quanto mais purpurina, melhor", "que parte direto de Bonsucesso pra depois", "toda menina baiana tem um santo que Deus dá". E dança. E dança. Abre o peito de novo, e tudo começa a fazer um novo sentido. Agora, não importa mais o motivo pra ter chorado tanto. E o interessante é que as pessoas exageradas costumam ter, além de um azar da porra, um coração flexível. Aguentam esse tranco uma, duas, dez vezes. E são esperançosas de que um dia essa dureza vai terminar, e dar lugar ao sossego de duas escovas de dentes bem gastas e juntinhas na pia do banheiro.

A vergonha na cara é um sentimento que nos permite novos mergulhos, justamente porque nos liberta de um jugo a que nem bem sabemos por que nos submetemos. E ela chega, sempre - e com ela, pessoas bonitas e legais, inteligentes, novas oportunidades. Aquela esperança volta a fazer sentido, e outras mãos vão se entrelaçar, de novo. E pode ser que dessa vez dê certo. Basta desejar a vergonha na cara e ler os sinais. Tenho feito.

"Quando me sinto assim
Eu volto a ter 15 anos
Começando tudo de novo
Vou me apanhar sorrindo

Seu amor hoje, me alimentará amanhá
Eis o homem que se apanha chorando

Vivendo e não aprendendo
Eis o homem, esse sou eu
Que se diz seguro
Que se diz maduro

Seu amor hoje, me alimentará amanhã
Eis o homem que se apanha chorando..."

15 Anos, Ira


P.S.: "Meu braço espalhado em praia / E o mar na palma da mão..."
P.S. 2: "I don't want to stay here / I want to go back to Bahia"
P.S. 3: "You say that I take it too hard / And all I ask is comprehension / Bring back to you a piece of my broken heart / I'm ready to surrender..."

arquitetado por Vivs * 23:37

Rachado em mil raios pelo machado de Xangô:

[15.10.05]

RACIONAL?



Esses dias eu tenho me perguntado sobre o valor de se agir e pensar racionalmente. Até que ponto ser racional ajuda alguém a ser feliz nessa vida?
Eu, sinceramente, não sei. Eu só sei que o meu coração me comanda, quase sempre. E, é óbvio, (quase) sempre eu me fodo. Mas, toda vez que eu me fodo, sempre sobra um pequeno sopro dentro de mim que me diz que valeu a pena. Valeu a pena me arriscar, saltar, me desnudar... e me foder.
É, amigos, talvez isso seja um mal, talvez um karma, talvez seja burrice mesmo; o que acontece é que a minha mente racional dificilmente continua assim por muito tempo. É como quando eu vejo aquele pudim de leite na geladeira: começo pensando bem, raciocinando bem, maquinando bem, medindo bem as calorias, refletindo se devo ou não... subo as escadas, vou ao meu quarto, mas em menos de 5 minutos, lá estou eu enfiada até o pescoço naquele pudim.
Eu meto a cara em todos os pudins que passam pela minha vida, me provocando. E só me fodo mesmo. Se num dia eu acordo do avesso, me visto toda de executiva, com meias 7/8 pretas e salto agulha. Se acordo possuída do espírito "podicrê", talvez eu saia com a roupa que estava dormindo. Hoje eu fiz tranças nagô coloridas no cabelo; se amanhã eu ficar louca, eu raspo tudo na máquina zero.

Mas vou dizer a verdade: sempre vale a pena. Eu sempre descubro algo mais, eu sempre aprendo algo mais, eu sempre me conheço mais. É assim: eu não tenho medo de pôr a mão na cumbuca pra descobrir o que tem lá dentro - mesmo que seja uma cobra ou uma casa de marimbondos.
Quando eu amar, sempre vai ser intensamente; quando eu comer doce, sempre vai ser igual criança em dia de Cosme e Damião; quando eu dançar, sempre vai ser como se ninguém estivesse olhando; quando eu fizer sexo, eu sempre vou me lambuzar e aprontar todas; quando eu trabalhar, eu sempre vou dar tudo de mim. Eu posso até me foder depois, mas quando eu ficar velhinha, vou poder dizer pros meus netos que a minha vida foi um barato - e o principal: vou poder orientá-los a viver intensamente, sem fazer as mesmas merdas que eu.

P.S.: Eu ia escrever sobre relacionamentos, mas um cara escreveu sobre isso bem melhor que eu pretendia. Leia.
P.S. 2: E, diga-se de passagem, fiquei uma gata de tranças nagô.

arquitetado por Vivs * 20:15

Rachado em mil raios pelo machado de Xangô:

[7.10.05]



"Quando o meu bem-querer me vir
Estou certa que há de vir atrás
Há de me seguir por todos
Todos, todos, todos o umbrais

E quando o seu bem-querer mentir
Que não vai haver adeus jamais
Há de responder com juras
Juras, juras, juras imorais

E quando o meu bem-querer sentir
Que o amor é coisa tão fugaz
Há de me abraçar com a garra
A garra, a garra, a garra dos mortais

E quando o seu bem-querer pedir
Pra você ficar um pouco mais
Há que me afagar com a calma
A calma, a calma, a calma dos casais

E quando o meu bem-querer ouvir
O meu coração bater demais
Há de me rasgar com a fúria
A fúria, a fúria, a fúria, a fúria, a fúria, assim, dos animais

E quando o seu bem-querer dormir
Tome conta que ele sonhe em paz
Como alguém que lhe apagasse a luz
Vedasse a porta e abrisse o gás"


Bem Querer, Chico Buarque


arquitetado por Vivs * 16:37

Rachado em mil raios pelo machado de Xangô:

[2.10.05]

O DIA EM QUE EU FIQUEI PRESA NUM TERREIRO DE CANDOMBLÉ (duvido você ler tudo!)




Nessa greve, me matriculei numa disciplina chamada Geografia da Religião. Foi uma das disciplinas mais interessantes que já fiz, daquelas que nos impelem a estudar, deixam a gente louco de ler mais e mais novidades e... nos deixam numa fissura incomensurável de conhecer outras religiões.
Pois bem. Na turma, um colega é iniciado no Candomblé. Marcou uma visita ao terreiro de um amigo dele, e essa visita foi ontem. Era uma festa. Esta festa era a obrigação* de um jovem sacerdote dedicado a Oxossi - a divindade das matas, o caçador. O rapaz passou uns 20 dias sem contato com ninguém, apenas orando e sendo alimentado por uma senhora, e ontem foi o dia em que ele saiu. Por isso, uma grande festa pública, com muitos convidados ilustres da religião e muita gente da comunidade. E muita comida.

Aconteceu: depois de visitar inúmeros lugares de religiões diferentes em Brasília, fui fechar com chave de ouro na religião dos meus ancestrais. Acompanhada do meu pai de santo oficial, o colega iniciado, cheguei ao terreiro às 20:45, 15 minutos antes do horário marcado para o início do culto. O terreiro ficava numa colônia agrícola, meio no fim do mundo. E apesar de chegarmos na hora marcada, não tinha absolutamente ninguém lá. Sem luzes. Portão fechado. Chamamos o babalorisa**, que nos abriu as portas muito gentil e ofereceu para estacionarmos com segurança no quintal. Claro, todo mundo feliz, estacionou no quintal, "agora sim, não vamos ficar encucados com medo de arrombarem nosso carro."
Carro estacionado, todos acomodados. E só nós. Nenhum fiel, apenas o povo da casa. E assim ficamos até as 22 horas. O povo começou a chegar. Ás 22:30 esquentaram os atabaques. E nós já estávamos ali a 1 hora e meia.
Finalmente, às 23 horas, tocaram a sineta, fecharam os portões, a galera entrou. E o candomblé começou.

Senhores, apesar do mau-humor pelo atraso, juro que nunca vi nada tão lindo em toda a minha vida. O barracão era todo branco, com imagens de metal simbolizando os orisas***, uma mesa linda cheia de frutas e doces, os atabaques sobre um altar especial pra eles.
Saudaram os orisas, cada um deles (e eles são 18), com uma dança específica; todo mundo vestido ou de branco ou com uma roupa simbolizando o seu santo. Depois da saudação, o babalorisa trouxe o jovem sacerdote em obrigação. O rapaz veio com a cabeça raspada, como se fosse um bebê, deitou numa esteira para fazer as saudações ao espaço sagrado. O babalorisa apresentou-o, desejou o Ase**** de Oxossi para ele, e ele, tendo dançado apenas 1 minuto na roda, entrou em transe***** imediatamente. Daí pra rente, só coisas lindas e impressionantes: muita gente na assistência****** entrou em transe também, e todas essas pessoas eram levadas para dentro da casa e vestidas de acordo com seu orisa.

Comentário especial sobre o jovem sacerdote de Oxossi em questão:
Como esse menino era lindo quando estava em transe. Acreditem, quando o dito entrou em transe, a cara dele mudou de verdade. Virou outra pessoa. Na hora que ele saiu da casa vestido com os paramentos de Oxossi, meu coração pulou, e eu tive vontade de abraçá-lo. Depois notei que os orisas em transe abraçam as pessoas que estão assistindo. E esse Oxossi era marcante. Coisa linda.


E foi aí que o bicho pegou.
Na segunda parte da festa, os orisas (pessoas em transe) vieram dançar no barracão. É o momento mais sagrado da festa, pois ali estão as divindades em pessoa. Os atabaques eram nervosos, e o barulho era tão alto que nem sei como ficaram os vizinhos. O povão cantava em yoruba, rezava e entrava em transe. Dançava junto com os deuses. Era lindo de morrer.
Mas, apesar de ser lindo, tinham aproximadamente 7 pessoas em transe profundo, caracterizadas como seus orisas. E cada orisa, nessas condições, tem o direito de dançar na roda. E cada um dança MEIA HORA SEM PARAR. Fez as contas? 4 horas de ritual. E já era meia-noite e meia.
Á 1:30, maravilhados porém exaustos, quisemos ir embora. Mas, qual não foi a nossa surpresa quando, ao tentar sair com o carro, descobrimos que, depois de iniciada a festa, NÃO SE ABREM MAIS OS PORTÕES, ATÉ O FIM DA FESTA.
Mulecada, isso foi o desespero.
Cada hora que o babalorisa passava por nós acompanhando o orisa em transe, tentávamos falar com ele e pedir uma exceção, de abrir o portão para nós. Até parece. Os deuses estavam presentes e a gente queria simplesmente abrir o portão? Que isso!
E assim foi. 4 horas de dança dos orisas, a cadeira já estava mais dura que no começo da festa, o calor lá dentro estava maior que ao meio-dia, o barulho delicioso dos atabaques começou a irritar. O ritual, pra quem está de fora, fica repetitivo e um tanto enfadonho, e isso foi dando um sono miserável.
Saí, tomei café, tomei água, dei uma volta nas casas de santo*******, senti frio e voltei. E eram apenas 2 da manhã.
Às 2:30, desencanei e resolvi curtir a festa.

E sabe do que mais? Valeu a pena.
Só até terminar a festa sagrada e, na hora da divisão da comida, dois carinhas começarem a brigar e, por isso, nego esquecer de abrir o portão pra nós e nos deixar trancados lá dentro por mais uns minutos.

Finalmente, portões abertos, nós conseguimos sair. Quase 4 da manhã.
Eu, feliz e satisfeita, apesar de bem cansada.
E sobre a vontade de abraçar Oxossi? Descobri que, se fosse do Candomblé, eu seria filha dele.
Arrepiante.
E se você leu até aqui, parabéns!


* tipo "ordenação", como é pros padres.
** o pai-de-santo chefe da casa. Lê-se "babalorixá".
*** lê-se "orixás". São as divindades.
**** lê-se "Axé". É a energia positiva e criadora.
***** Ao contrário do que se pensa, não existe incorporação de espíritos no Candomblé. Os iniciados entram num transe ritual e assumem a personalidade dos orisas correspondentes, e por isso dançam e emitem sons. A religião que acredita na incorporação, o "baixar o santo" é a Umbanda.
****** O povão.
******* Casinhas onde se guardam os assentamentos (representações físicas do orisa) e as vestimentas rituais.

arquitetado por Vivs * 14:54

Rachado em mil raios pelo machado de Xangô: